Artigo da IntusForma é premiado no Congresso Internacional ISMA.

O artigo apresentado pela Intus Forma recebeu no dia 05 de Junho de 2014 a premiação como destaque do 14º Congresso de Stress da ISMA-BR e do 2º Encontro Nacional de Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Este artigo tem como cerne a análise da educação financeira como estímulo à capacidade de escolha consciente e responsável, fundada em valores úteis e funcionais ao homem.

Abaixo o resumo do artigo na íntegra:

FINANÇAS É COISA DE CRIANÇA – EDUCAÇÃO FINANCEIRA NÃO É GESTÃO DE MESADA, UM NOVO CAMINHO PARA A
SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA

Ana Paula Mariano Pregardier

Educação Financeira é mais que dinheiro, é a consciência responsável de como gerir a si e ao ambiente de forma funcional, que permite ao indivíduo manipular os meios disponíveis de forma a permitir sua autorrealização. O problema de pesquisa delimitado é: como os pais podem ensinar educação financeira para seus filhos sem precisar utilizar a ferramenta da mesada? O objetivo da pesquisa foi abordar um caminho de educação financeira para crianças que não necessite a utilização da mesada como ferramenta. A pesquisa contou com três etapas: 1) fase documental – livros e reportagens sobre como trabalhar educação financeira com crianças, 2) fase bibliográfica – referente à episteme do conceito, e 3) fase exploratória – realizada em Dezembro de 2013, com 126 pais de crianças entre 06 e 12 anos, por meio de questionários estruturados. A educação financeira para crianças é tema de debate e atuação de entidades públicas e privadas e conta com muitos especialistas falando sobre o tema, no entanto a linha geral de atuação é centrada no dinheiro e na gestão da mesada que trás o dinheiro como protagonista responsável pelo sucesso ou insucesso do indivíduo.  Essa visão é aliena ao homem, parte da lógica onde o dinheiro é o fim primordial e a causa fundamental da sustentabilidade econômica. No entanto o dinheiro é apenas um meio para o ser humano e não o fim. A palavra finanças (lat. finântia), significa “a definição amigável de uma controvérsia”. Assim falar Educação Financeira não deveria representar apenas dinheiro, mas sim falar das formas amigáveis, úteis e funcionais de resolver uma situação. De acordo com a pesquisa 72% dos pais consideram importante a criança aprender sobre: 1) Meritocracia – que o dinheiro é fruto de trabalho e empenho, 2) Hierarquia de necessidades – a diferença entre querer e precisar, e 3) Uso consciente dos recursos economizar é importante para o futuro. Assim, a partir destes dados e da etimologia do tema, as ferramentas propostas para trabalhar a educação financeira com crianças não devem apenas falar sobre mesada, mas abordar questões que estimulem a capacidade de escolha consciente e responsável, possibilitando que esta seja função ao individuo que pode gerir/mediar os recursos transcendendo à questão restrita ao dinheiro e contribuindo com o exercício da capacidade de escolha otimal e do uso dos recursos como meio para a sua autorrealização.

Bibliografia Resumida:
FROMM, Erich. Avere o essere? 30. ed. Itália: Oscar Mondadori, 2010.
LENT, Roberto. Neurociência da mente e do comportamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
MENEGHETTI, Antonio. Manual de ontopsicologia. 4. ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editora Universitária, 2010.
WEATHERFORD, Jack M. A história do dinheiro: do arenito ao ciberspace. 2. ed. São Paulo: Negócio Editora, 1999.

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